caminhos




Viver é o que quero fazer
Neste tempo que recebo
Esta peça que escrevo,
Represento, Choro e rio
Não é drama, nem comédia
Umas vezes rio, com alguma tristeza
Outro choro de felicidade
Gerir sentimentos,
Ser forte, quando a tristeza me aborda
Mas nunca mais forte
Do que for preciso
Dar de mim o que tenho, sem restos
Que o tempo me dará o que preciso
Nada mais que isso, me fará falta
Sou um pouco do presente, e  eterno
O tempo que não sei contar
Não conheço os números
 E nada que os aponte
Do presente que recebo
Do presente que dou
Eu sou uma parte
A maior, e a mais pequena
Não o todo, no tempo que aqui estou


César Salgueiro



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