Eternamente

Eu sou um pouco de nada
Do nada de onde vim
Do nada para onde vou

Um nada que não me assusta
Porque fui antes, sou agora e serei depois





O mesmo nada é a raiz destas palavras
Raiz da vontade, da vida e do amor
O vazio assusta –me, desconheço
Tenho medo e fujo…
Troquei algumas coisas que ao nada fui buscar
Era inevitável trocar
Com outras que a vida me deu
Algumas coisas perdidas deixam saudades
Mas não trocaria por outras agora ganhas
Perdi ganhando
Sempre melhor que ganhar perdendo
Ganhei mais que pensava
Perdi menos que esperava
Na luta pela vida

Na vontade de querer ser…

César Salgueiro

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