Geometria do Silencio


Quando mais nada estou a ouvir 
Como agora…
só aquilo que estou pensando

Estou-me ouvindo
Mesmo que nada esteja dizendo
este som, infinitamente parado

Cheio de palavras que vou escutando
Sem saber de onde vem, mas gosto de escutar
já, e de repente vou sentindo…
O perto e o longe se misturam
Tudo e nada se parecem
O mais pequeno e o maior, são iguais
longe e muito perto, de onde estou
Ou talvez não esteja…

O vazio que preencho
para o nada, não caber
Vou e volto num instante, sem tempo para parar
Nunca chego e sempre estou, á espera de me escutar
escuto, mesmo calado
Invado esse vazio e penso...
Um pouco de tudo o que sou capaz
E o silêncio nunca se desfaz…


César Salgueiro

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