A viagem que não fiz

( pefácio)

Há algum tempo desliguei a corrente do meu relógio, e esse tempo que soava de fora parou

Neste permanente presente, agora que escrevo, ou agora que estou lendo, já impressas as palavras,
que eu estou pensando e escrevendo agora, tudo foi percorrido a uma velocidade instantânea, como  tempo  parado, parou, quando lhe tirei a corrente, dentro do comboio, que faz a viagem mais comprida de todas. Quando o revisor, me olhou o bilhete, e me mandou sair, porque não era aquele o meu comboio, aquela viagem eu já  não iria fazer, era a viagem para a eternidade.

Voltei para a estação aonde está todo o universo, uns com o bilhete na mão, outros com ele bem guardado, ninguém sabe, quem vai no primeiro comboio.
Já não me importa, o tempo, o nada e o infinito, se resumem no presente,Agora que semeio, rego, e colho, não olho para o relógio porque, os ponteiros saltaram quando lhes retirei a corda, o tempo não importa, não há nada para o medir.

Estou muito melhor agora, dou o que tenho, para nada me serve o resto, recebo o que preciso, mais não me faz falta, acho até, que a vida me tem dado muito mais agora, quando não espero qualquer retorno, aprendi que na vida, é muito mais importante dar, que receber, por isso vos dou estas palavras, o que vou receber, é muito mais importante, e  vou receber. Aquilo que aqui cresceu, mais que eu esperava, e vai aparecer o que não me pertence, os meus amigos foram a semente, estas palavras o fruto daquilo que  me ensinaram,  foram escritas, para serem bebidas, com a alma, não para serem lidas  pelos olhos.
Obrigado por terem tomado o sabor destas palavras, que querem dizer mais do que falam, e penso que as ouviram

César Salgueiro


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